01/09/2014

Tabagismo: sete métodos ajudam a parar de fumar

FONTE: www.minhavida.com.br

Quem já tentou sabe que largar o cigarro não é fácil. No entanto, os dados do Ministério da Saúde mostram uma luz no fim do túnel: de acordo com a pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), o percentual de fumantes no país passou de 16,2% em 2006 para 14,8% em 2012. Essa é a primeira vez que esse índice fica abaixo dos 15%.

Vários métodos podem ser utilizados para deixar de fumar, desde a parada abrupta até o suporte de produtos à base de nicotina, as chamadas terapias de reposição. "Vários fatores influenciam na escolha do método, como motivação, medos sobre parar de fumar e sintomas de ansiedade", afirma a psicóloga e especialista em tabagismo Sabrina Presman, da Associação Brasileira de Estudo do Álcool e Outras Drogas (Abead). Segundo a especialista, um tratamento efetivo envolve a abordagem de três aspectos: físico, psicológico e comportamental. "Além de contornar a abstinência (físico), é preciso desvincular o cigarro de emoções como alegria ou tristeza (psicológico) e de hábitos como tomar café ou dirigir (comportamental)", diz. Só uma avaliação médica criteriosa é capaz de indicar qual o tratamento ideal para cada paciente. Está interessado e quer saber mais sobre os métodos disponíveis? No Dia Nacional de Combate ao Fumo (29 de Agosto), confira as orientações dos especialistas:

Chicletes de nicotina

As gomas de mascar feitas à base de nicotina devem ser utilizadas quando o paciente estiver com sintomas de abstinência ou vontade intensa de fumar. "Aos serem mastigados, os chicletes liberam nicotina gradualmente, e esta é absorvida pela mucosa oral, com pico em 20 minutos", explica o cardiologista Roberto Cury, do Laboratório Pasteur, em São Paulo. Nesse caso, a ação da nicotina no organismo é diferente de quando é inalada com a fumaça do cigarro, pois será depositada na corrente sanguínea em doses pequenas com o objetivo de controlar o vício. A psicóloga e especialista em tabagismo Sabrina Presman, da Associação Brasileira de Estudo do Álcool e Outras Drogas (Abead), diz que um fator importante para que o uso desses chicletes seja eficaz é sua técnica de utilização. "Eles não devem ser mastigados como um chiclete comum, e sim mascados algumas vezes até que o sabor da nicotina fique aparente, e após isso deve-se depositar o chiclete entre a gengiva e a bochecha até que o gosto desapareça", afirma. "O mesmo ciclo de mastigar e depositar o chiclete deve ser repetido até que se completem 30 minutos de uso, quando ele deve ser desprezado."

O cardiologista Roberto afirma que os chicletes de nicotina são contraindicados para pacientes com distúrbios da articulação temporo-mandibular, má dentição ou gengivite e gestantes. "No caso das futuras mães, sabe-se que a nicotina está associada ao nascimento de bebês de baixo peso, devendo ser excluída toda a nicotina da gestação", afirma a psicóloga Sabrina. "Entretanto, a utilização das terapias de reposição de nicotina, como adesivos e chicletes, ainda é mais segura que continuar fumando." Os efeitos colaterais podem incluir náuseas, vômito, dor abdominal, cefaleia, tosse, excesso de salivação e irritação da mucosa da orofaringe. Além disso, ingerir líquidos enquanto masca a goma pode "lavar" a nicotina bucal, tornando o produto ineficaz.

Pastilhas de nicotina

Parecidas com os chicletes, as pastilhas de nicotina também liberam a substância gradativamente, devendo ser usadas em baixo na língua. "As pastilhas exigem uma dose maior para pacientes que fumam o primeiro cigarro em menos de 30 minutos após acordar", afirma o cardiologista Roberto. Por não exigir mastigação, ele pode ser usado em pacientes com distúrbios da articulação temporo-mandibular ou má dentição, mas as demais contraindicações são as mesmas do chiclete. "As pastilhas de nicotina podem ser usadas por até três meses e os efeitos colaterais são similares ao da goma." O ideal é que a pastilha seja movida de um lado para o outro da boca até se dissolver completamente, sendo utilizada quando o paciente sentir vontade de fumar, não excedendo a quantidade diária indicada na bula.

Adesivos de nicotina

Com o objetivo de aumentar ainda mais as taxas de abstinência ao tabaco, foram desenvolvidos os adesivos de nicotina transdérmica. "Eles devem ser usados constantemente e trocados a cada 24 horas, sem interferir nas atividades do indivíduo", explica a especialista em tabagismo Sabrina. O cardiologista Roberto afirma que eles estão indicados para todas as pessoas que querem largar o tabagismo, não possuindo nenhuma contraindicação formal, com a ressalva para gestantes. O uso dos adesivos de reposição deve ser feito durante 45 a 90 dias, sendo que a dosagem depende de quantos cigarros a pessoa fumava por dia. Entre os efeitos colaterais estão a presença de irritações na pele, que podem impedir a continuidade do tratamento. "Efeitos colaterais mais comuns devido ao uso durante a noite são insônia e pesadelos, nestes casos o adesivo deve ser retirado antes de dormir", alerta o cardiologista.


Spray nasal de nicotina

O spray nasal libera uma solução aquosa com nicotina na mucosa nasal com rápida absorção e pico de 10 minutos, quando comparada ao chiclete e pastilha. Seu uso é recomendado por até três meses. Ele deve ser ministrado a uma ou duas doses por hora, sem exceder o número de cinco doses por hora ou 40 doses por dia. "Seus efeitos colaterais mais comuns são irritação nasal e da orofaringe, rinite e lacrimejamento, sendo que 94% dos usuários apresentam algum sinal de irritação nasal nos primeiros dois dias", afirma o cardiologista Roberto. No entanto, nenhum desses efeitos justifica a suspensão do tratamento. O produto pode ser usado em conjunto com outras formas de reposição, conforme indicação médica. ?A maioria dos pacientes usa em média 15 doses por dia, diminuindo o número de doses com o passar do tempo?, diz Sabrina.

Bupropiona

Originalmente um antidepressivo, essa medicação foi aprovada pelo Food and Drug Administration (FDA) para tratamento do tabagismo. Seu efeito no combate ao tabaco foi descoberto em estudos para verificar seus efeitos contra a depressão, nos quais os participantes declaravam diminuição do desejo de fumar. Diferente das terapias de reposição de nicotina citadas acima, os fumantes devem iniciar o uso da bupropiona uma semana antes da abstinência. "Ela é administrada por meio de comprimidos via oral e age no sistema nervoso central, não sendo recomendado que a pessoa fume durante o tratamento", explica o cardiologista Roberto. Os efeitos colaterais mais comuns são insônia, agitação, boca seca e dor de cabeça. Os especialistas lembram que a bupropiona pode ser usada em conjunto com outras terapias de reposição, como o chiclete de nicotina, mas independente de ser ministrada individualmente ou não, pede o acompanhamento médico.

Parada abrupta


Algumas pessoas optam por não usar qualquer tipo de terapia ou medicamento para cessar o vício, optando apenas pela parada imediata - que consiste em marcar uma data para largar o vício e, chegado o dia, não ter qualquer cigarro guardado e interromper seu uso. "É importante nessa situação que o paciente receba acompanhamento psicológico, para atingir com sucesso a abstenção do tabagismo sem reincidência do vício", explica Roberto Cury. Os principais efeitos colaterais da parada imediata podem ser ganho de peso e ansiedade.

Parada gradual

O método de parada gradual consiste em diminuir o número de cigarros com o passar dos dias ou então retardar a hora do primeiro cigarro. "Com a parada gradual, você tem um risco menor de abstinência, mas o sucesso muitas vezes é dependente do acompanhamento médico e psicológico", diz o cardiologista Roberto. A redução varia conforme a quantidade que o paciente fuma. "Um fumante de 30 cigarros por dia, por exemplo, pode reduzir cinco cigarros a cada dia, cessando completamente após uma semana", explica Sabrina Presman. Ou então, uma pessoa que começa a fumar às 9h vai atrasando em duas horas o seu primeiro cigarro a cada dia, chegando ao sétimo dia sem cigarros. "A estratégia gradual não deve durar mais de duas semanas, pois pode se tornar uma forma de adiar, e não de parar de fumar", explica Sabrina. O mais importante é marcar uma data para que seja seu primeiro dia de ex-fumante.

Lembre-se também que fumar cigarros de baixos teores não é uma boa alternativa, pois todos os derivados do tabaco (cigarros, charutos, cachimbos, cigarros de Bali, cigarrilhas, narguilé, entre outros) fazem mal à saúde. Ao sinal de dificuldades, o paciente pode optar por terapias de reposição de nicotina associado à parada gradual.  


Cigarro eletrônico



A comercialização do cigarro eletrônico é proibida no Brasil. Segundo a especialista em tabagismo Sabrina Presman, o cartucho interno desses produtos contém nicotina, a mesma substância dos cigarros comuns que causa dependência, apesar de os fabricantes alegarem que a fumaça é apenas vapor d?água. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária afirma que não há evidências de que o dispositivo tenha alguma utilidade no processo de cessação do tabagismo. "Como se trata de um produto não regulamentado, não há como saber de fato quais são as substâncias presentes nesses cigarros nem se elas podem trazer malefícios", explica Sabrina. O cardiologista Roberto afirma que existem pesquisas sobre o cigarro eletrônico que não mostraram benefício a longo prazo, mas sim problemas e dificuldades respiratórias nos usuários.


31/08/2014

Aprenda a fazer um penteado rápido e prático para ir trabalhar


Amiguinha, sabe aquele dia que você acorda atrasada e não tem muito tempo pra se arrumar? Então, pensando neste momento, separei esta dica super legal que peguei no site da TRESemmé. E um detalhe, serve pra quem tem cabelo cacheado também, fica incrível.  




3 dicas para disfarçar os fios de cabelo brancos

É amiga, não tem como fugir, mais cedo ou mais tarde você vai pentear os cabelos e vai acabar encontrando um ou mais fios brancos. Mas não precisa ficar grilada ou começar a se sentir velha, separei aqui pra você, 3 dicas para disfarçar os fios de cabelo brancos, e ainda dar um UP no visual e arrasar quarteirões por onde passar.

Hena
Como não contém amônia, é uma opção saudável. Mas por ter uma alta concentração de ferro, pode deixar o fio com aspecto ressecado. Por isso, o profissional deve ser experiente nesse tipo de aplicação. São poucas as opções de tom e a cor pode desbotar com lavagens. É necessário retocar uma vez por mês.

Mechas
A melhor alternativa para disfarçar o cabelo branco concentrado na parte lateral e frontal da cabeça são as luzes finas. Os fios tingidos se misturam com os brancos, disfarçando-os de forma natural. O tratamento deve ser repetido entre 60 e 90 dias.

Tonalizante
Por não possuir amônia, o tonalizante não abre totalmente a cutícula do fio, então o fundo natural é preservado. Assim como a hena, o tonalizante desbota com o tempo. Deve ser aplicado uma vez por mês.

24/08/2014

Aprenda dez maneiras de controlar o ciúme


Raiva, medo da perda, angústia, amor próprio ferido e despeito são alguns dos sentimentos terríveis que costumam acompanhar as crises de ciúme. Trata-se de uma combinação explosiva que nem sempre se justifica e que ainda pode colocar um ponto final em um relacionamento promissor. Com um pouco de autocontrole e bom senso, porém, qualquer pessoa ciumenta consegue administrar suas emoções e enxergar as coisas como elas de fato são, e não através de uma lente de aumento como costuma acontecer na hora do chilique. Veja, a seguir, algumas dicas valiosas de especialistas.


  1. ADMITA O QUE SENTE: nem sempre o ciumento consegue assumir que é desse jeito, pois é mais fácil e cômodo jogar a responsabilidade de suas crises no par ou sobre terceiros. Portanto, o primeiro passo para se livrar do ciúme é admiti-lo. "Quando a pessoa reconhece alguma dificuldade própria, a atitude seguinte é tentar avaliar o que pode fazer para melhorar", afirma a psicóloga Susan Ório, de São Paulo (SP). A partir daí, também deve começar a prestar atenção no próprio comportamento e a se policiar.
  2. AUMENTE A AUTOCONFIANÇA: para a psicoterapeuta Andrea Vaz, do Rio de Janeiro (RJ), a autoconfiança deve existir antes mesmo do amor ao outro. "Se você não consegue confiar em si, talvez seja melhor aprender a se gostar antes de se relacionar com alguém", afirma. Uma pessoa que não acredita na própria capacidade de amar também costuma acreditar que os outros não são capazes de fazer o mesmo. Assim, ser trocado por alguém "melhor" vira o fantasma da relação. Trate, portanto, de fortalecer sua autoestima.
  3. QUESTIONE SOBRE O QUE SENTE MEDO: quando perceber uma crise de ciúme se aproximando, pergunte-se qual é o seu maior temor. Perder quem ama? Ser vítima de traição? Seu amor achar a outra pessoa mais interessante? Ficar só? Repetir histórias sofridas do passado? A chave para enfrentar o seu ciúme pode estar em você, e não na outra pessoa. Para o psicólogo Alexandre Bez, especialista em relacionamentos pela Universidade Miami (EUA), tão ou mais importante do que admitir o próprio ciúme para aprender a controlá-lo é investir em um exercício profundo de autoconhecimento e identificar as razões que o provocam. "Quem já sofreu uma traição, por exemplo, costuma ter dificuldades em estabelecer uma nova relação adulta e madura, baseada na confiança", conta. Por essa lógica, as atitudes possessivas e controladoras seriam uma tentativa desesperada de blindar o romance contra um triângulo amoroso. Baixa autoestima, carência e exemplos de relacionamentos amorosos desestruturados (por parte dos pais ou outros familiares) também podem estar por trás do ciúme
  4. APRENDA A DISCERNIR FATOS DE FANTASIAS: pare e reflita: será que há motivo concreto para ter ciúme ou ele é fruto da sua mente fantasiosa? O fato de o namorado achar outra moça bonita não significa que deseja levá-la para a cama ou que a namorada é feia. Pegar uma carona com o colega da academia pode ser, sim, uma carona. Não dê asas à imaginação quando ela causar sofrimento. "Existem diversos níveis de fantasia, a questão é a lente que você usa, se ela aumenta o fato ou faz perceber a realidade", diz a psicóloga Susana Ório, de São Paulo (SP). É fundamental, ainda, separar os próprios pensamentos dos pensamentos do outro. "Sua insegurança ou ideias sobre traição são algo seu. Isso não quer dizer que seu par faça ou pense algo como você", completa a psicóloga Rejane Sbrissa, de São Paulo (SP).
  5.  IDENTIFIQUE QUANDO E COMO AS CRISES ACONTECEM: isso ajuda a encerrá-las. De acordo com o psiquiatra Eduardo Ferreira-Santos, autor do livro "Ciúme - O Lado Amargo do Amor" (Ed. Ágora), nem sempre uma crise é sinal de que a pessoa é uma ciumenta reincidente. "Em algumas circunstâncias, quando, por exemplo, há alguém de fato se insinuando para o parceiro, é normal que a pessoa se sinta enciumada. Nesse caso, uma maneira de driblar a crise é refletir sobre a solidez da relação e observar a reação do par", diz. Se a paquera não é correspondida, não há razão para alimentar desconfianças ou partir para uma briga. Há fatores, entretanto, que impulsionam o ciúme e nem sempre têm a ver com a relação. Exemplos: fase ruim no trabalho, dificuldades financeiras, problemas familiares, baixa autoestima etc. São circunstâncias que tornam a pessoa mais carente de atenção, o que acaba contribuindo para o sentimento de posse.
  6. VERIFIQUE SE HÁ UM PADRÃO: de acordo com a psicóloga Rejane Sbrissa, de São Paulo (SP), muita gente tende a repetir padrões de relacionamento. Se o "ex", por exemplo, não proporcionava a segurança e a confiança necessárias para um romance sadio, é provável que o medo que sentia de perdê-lo se perpetue em outros namoros. "Aí, a pessoa passa a se relacionar somente à base de ataques de ciúme, controle e possessividade, mesmo que o novo amor não provoque nada disso", diz. Ainda segundo Rejane, esse padrão de relacionamento pode afetar outras esferas da vida: profissional, familiar, social etc. "É preciso ter consciência de que o passado ficou para trás e romper esse ciclo", fala.
  7. ABRA O JOGO SOBRE O QUE SENTE: isso é muito importante, pois coloca as situações às claras e ninguém fica remoendo as coisas. "Na medida em que o casal vai se conhecendo, estabelecendo planos e construindo uma relação de confiança, as fantasias vão se dissipando", declara a psicóloga Susana Ório, de São Paulo (SP). Falar também ajuda a esclarecer dúvidas e a fortalecer o vínculo afetivo.
  8. COLOQUE-SE NO LUGAR DO OUTRO: você está em plena crise de insegurança e despejou todos os seus receios e angústias em cima do par. No entanto, na opinião da psicóloga Susana Ório, de São Paulo (SP), é fundamental pensar duas (ou até mais) vezes antes de fazer escândalos ou ofensas em público. Você gostaria de estar do outro lado, sendo alvo de acusações e tendo a vida exposta diante de gente que não tem nada a ver com seus problemas afetivos? O mesmo vale para as cobranças que costuma fazer sobre horários, amizades, pensamentos e até modo de vestir do parceiro. E se fosse com você?
  9. OCUPE O TEMPO E A MENTE: em vez de ficar fuçando o Facebook do par o dia todo, que tal cuidar melhor dos estudos, do trabalho, da aparência, da própria qualidade de vida, dos projetos pessoais? Mesmo porque por maior que seja o controle, será em vão. "Tenha a consciência de que tomar conta da vida do parceiro, seja pela internet ou por informações obtidas com amigos, não salvará sua relação de algum tipo de traição, muito menos trará alívio para você", explica a psicoterapeuta Andrea Vaz, do Rio de Janeiro (RJ). E esse comportamento é o primeiro passo para que o ciúme vire algo patológico, com necessidade de tratamento.
  10. LIVRE-SE DA CRENÇA DA "PROVA DE AMOR": outra maneira eficiente de administrar o ciúme é parar de acreditar que ele é sinônimo de amor, paixão, cuidado. Muitas pessoas gostam de armar uma cena só para marcar território ou mostrar ao parceiro que se preocupa com a relação. "Amor de verdade dispensa ceninhas", conta Rejane Sbrissa, psicóloga de São Paulo (SP). Ciúme é prova de insegurança, dificilmente de amor (que, aliás, pode ser comprovado de outras formas menos invasivas e angustiantes).

Cuide da sua pele antes de dormir em sete passos


Fatores como radiação solar, poluição, fumaça de cigarro, mudanças de temperatura e maquiagem fazem com que a pele fique envelhecida, desidratada e sem brilho, afirma a esteticista Ana Paula Gonçalves Cruz, do Spa Goodness Estética & Bem-estar, em São Paulo. Mas, felizmente, é bem simples e gostoso se proteger contra tudo isso. Uma boa limpeza, combinada aos cosméticos certos, garante o equilíbrio da oleosidade e a proteção necessária, diz a dermatologista Carla Albuquerque, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. A pedido do Minha Vida, as duas especialistas montaram um roteiro cheio de mimos para você repetir, diariamente:

Passo 1: tire a maquiagem

O sabonete, por melhor que seja, não é suficiente. Para remover todos os restinhos da sua maquiagem, conte com um bom demaquilante ou um tônico facial (vale substituir por uma loção adstringente, caso sua pele seja oleosa). Espalhe o produto com um algodão, até que ele saia sem vestígios de pó, base, sombra ou blush.

Passo 2: aplique um creme de limpeza

Estes produtos têm uma ação profunda, ajudando a remover as impurezas, como maquiagem e o excesso de oleosidade. Isso graças aos ativos com ação adstringente ou hidratante, dependendo do seu tipo de pele. Só é preciso seguir com cuidado as orientações presentes no rótulo quanto à permanência do produto no rosto. Do contrário, podem surgir coceiras, descamações ou manchas vermelhas.

Passo 3: lave o rosto

Nem pense em usar o sabonete que você passa no restante do corpo. Líquido ou em barra, ele é mais abrasivo e tende a aumentar a oleosidade da pele (o que, no rosto, aumenta as chances de surgirem cravos, espinhas e miliuns sebáceos). Peça ao seu dermatologista uma receita de sabonete próprio para o seu tipo de pele ou use uma loção de limpeza, em gel.

Passo 4: faça uma esfoliação

Duas vezes por semana, aplique um creme específico para remoção das células mortas. Algumas marcas também dispõem de máscaras de esfoliação. A escolha só depende da sua preferência. Essa limpeza vai deixar sua pele com muito mais brilho e livre daqueles pontinhos pretos que, se não forem retirados, tendem a virar cravos. No fim da esfoliação, lave bem o rosto.

Passo 5: descongestione a área dos olhos

Esta dica é especialmente dedicada a quem sofre com as olheiras de cansaço. Depois de todo o ritual de limpeza, mantenha um sache de chá de camomila gelado sobre cada um dos olhos. Bastam dez minutos para notar o clareamento progressivo da região. Nos casos mais severos, um creme à base vitamina K também rende bons resultados.

Passo 6: preserve áreas delicadas

Se você tem tendência a sofrer com acne ou manchas, aproveite a noite para usar produtos que combatem o problema. O mesmo vale para os cremes que previnem as rugas e a flacidez (principalmente na área dos olhos e do pescoço). Por causa dos ingredientes, estas fórmulas só podem ser usadas quando não há radiação solar (sob o risco de mancharem a pele). Só não se esqueça de, ao acordar, lavar bem o rosto e retirar completamente o produto.

Passo 7: hidrate

Um bom hidratante é essencial para manter o viço da pele. Algumas fórmulas ainda contêm ingredientes nutritivos, que ajudam a manter a firmeza das células. Só tome cuidado na escolha, que deve ser de acordo com o seu tipo de pele (normal, mista, oleosa ou seca).

Saiba quais são os cuidados com os alimentos que mancham os dentes


O que proporciona cor aos dentes é a dentina, tecido que está logo abaixo do esmalte dental, que por sua vez é a camada mais externa e protetora. "Indivíduos podem ter os dentes naturalmente escuros ou amarelados e esse fato não parece ser influencia pela ingestão de alimentos e ou bebidas excessivamente coradas", afirma a cirurgiã-dentista Maristela Lobo, especializada em odontologia estética.

Porém, alguns outros alimentos de fato podem fazer com que os dentes fiquem manchados ou amarelados. Há dois tipos de alimentos que proporcionam este problema. Os que possuem a pigmentação excessiva, como o café e o suco de uva, e aqueles que são muito ácidos, como as frutas cítricas e as bebidas alcoólicas.

A combinação entre esses dois alimentos favorece ainda mais as manchas nos dentes. Entenda por que essas comidas e bebidas podem levar a manchas e cor mais escura dos dentes e saiba o que fazer para prevenir e tratar o problema.

Alimentos que mancham os dentes devido à coloração

Alguns alimentos possuem excesso de pigmentação. "Apesar de não parecer, o esmalte do dente é poroso, quando essas comidas e bebidas são consumidas com frequência e a higienização não é correta os dentes podem ficar manchados", explica o cirurgião-dentista Marcos Moura, presidente da Associação Brasileira de Halitose.

Confira quais são os principais alimentos que podem causar as manchas nos dentes: 

  • Café
  • Chá
  • Açaí
  • Beterraba
  • Vinho tinto
  • Molho de soja (shoyo)
  • Catchup
  • Mirtilo (blueberry)
  • Suco de uva
  • Refrigerante.


Alimentos que mancham os dentes devido à acidez

Alimentos excessivamente ácidos também favorecem as manchas nos dentes. "Isto porque quando eles são consumidos com frequência fazem com que o ambiente bucal fique ácido que por sua vez potencializa a maior captação de pigmentos por parte dos dentes", diz a cirurgiã-dentista Maristela Lobo, especializada em odontologia estética.

O ambiente bucal ácido favorece essa maior captação de pigmentos porque leva a desmineralização da superfície do esmalte, ou seja, danifica o esmalte do dente. Isso será corrigido pela própria saliva que realiza a ação remineralizadora devolvendo minerais como o cálcio, fosfato e flúor ao dente.

Quando o esmalte é afetado, o dente fica mais sensível aos pigmentos. "Durante o processo de remineralização pigmentos podem ser incorporados ao dente, principalmente se eles estiverem presentes com frequência na saliva", constata Lobo. Por isso, evite consumir um alimento ácido e logo depois um com pigmentação forte, por exemplo, tomar um suco de limão e depois um cafezinho.

Alguns alimentos muito ácidos são frutas cítricas, como o limão, a laranja, o kiwi, abacaxi e mexerica, e bebidas alcoólicas. Vitaminas efervescentes também são excessivamente ácidas.

Cuidados após o consumo dos alimentos

Um dos cuidados após ingerir os alimentos com pigmentação forte ou muito ácidos é fazer um bochecho com água. "Também procure escovar os dentes cerca de 10 a 20 minutos depois da ingestão de alimentos ácidos, assim você evita a abrasão das superfícies desmineralizadas e permite a ação remineralizadora da saliva", diz Lobo.

Isto significa que dar um tempo irá evitar que a escovação lesione ainda mais o dente que já estava prejudicado pelo ambiente ácido e permitirá que a saliva tenha tempo de corrigir o problema.

Cuidados no dia a dia

Escovar os dentes evita que eles manchem
Primeiro, é essencial realizar a higiene bucal adequada, escovando os dentes após cada refeição. "Quando isso não acontece, o dente pode perder minerais, o que faz com que a proteção dentária, o esmalte, seja danificada, tornando o dente mais poroso e assim mais suscetível à ação de alimentos pigmentados e que consequentemente mancham os dentes", explica o cirurgião-dentista Alexandre Bussab.

Procure visitar o dentista de seis em seis meses. Esse profissional irá realizar uma limpeza dental e assim ajudar a prevenir o aparecimento de manchas e polimentos para remover a manchas mais externas. "Ingira os alimentos que mancham os dentes com moderação. No caso do café, opte pela versão de café com leite", orienta Moura.

O clareamento dental

Quando o dente já está manchado ou amarelado uma opção para resolver o problema é o clareamento dental. "O procedimento oferece a possibilidade de clarear os tecidos mais internos do dente por meio da ação oxidante do peróxido de hidrogênio, a qual quebra as moléculas de pigmento em moléculas menores, favorecendo a reflexão de luz. Assim, o dente aparenta ser mais claro", explica Lobo.

Dentes que estão sendo clareados com substâncias à base de peróxido de hidrogênio, ou que passaram por técnicas clareadoras recentemente, ficam transitoriamente mais porosos em sua superfície e, portanto, mais suscetíveis à pigmentação. Por isso, é importante tomar algumas medidas mais rígidas quanto à alimentação durante e após um clareamento.

Cuidados durante e após o clareamento

Durante e após o clareamento é importante que a pessoa evite o cigarro e batom vermelho, isto porque eles também podem manchar os dentes. Além disso, os alimentos excessivamente corados e os ácidos também devem ser evitados e não apenas ter o seu consumo restringido. "As recomendações mais específicas para cada tipo de clareamento são dadas pelo cirurgião-dentista", observa Lobo.